Conteúdo produzido para o site Universidade Aberta, projeto do Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
EDUCAÇÃO TUTORIAL
PET da Engenharia Civil completa 15 anos em novembro
8 de novembro, às 14h57
O Programa de Educação Tutorial do Curso de Engenharia Civil da UFSC (PET/ECV) comemora nesta semana 15 anos de existência. A comemorações começaram nesta terça-feira, 7 de novembro, com uma exposição de banners que vai até o dia 09. A exibição será no hall do CTC e trará mais informações sobre o grupo PET/ECV e as principais atividades desenvolvidas por ele.
Criado pela Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) em 1979, o PET tem como objetivo melhorar, através de grupos de estudo, a formação e o ensino acadêmico, além de unir a universidade à futura atividade profissional em questão.
O PET/ECV já realizou vários projetos dentro e fora da universidade. Entre reformas e construções, atualmente os bolsistas aguardam a conclusão da edificação de dois pavimentos projetados por eles e que abrigarão a cantina do Centro Tecnológico (CTC), um almoxarifado e instalações para os centros acadêmicos dos cursos do CTC.
No dia 9, acontece, no auditório do CTC, “Luiz Antunes Teixeira”, a V Semana de Palestras, com os temas “Finanças Pessoais: o Alicerce para Construir seu Próprio Orçamento” e “Teoria dos Jogos”. Os interessados devem se inscrever até o dia da palestra escolhida no hall do CTC ou na própria sede do PET/ECV, que fica na sala 219 do prédio da Engenharia Civil. A taxa cobrada é de R$ 5,00 e todas as apresentações estão marcadas para as 18h30.
O encerramento das comemorações será no sábado (11), na Associação dos Empregados da Eletrosul (ELASE). Estão programados almoço, café da tarde e atividades esportivas e de integração entre bolsistas, ex-bolsistas, tutor e ex-tutores do PET/ECV. O evento começa as 09h30 e vai até às 18h.
Evandro Pimentel
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CBEU
Produzir sem degradar o meio ambiente
25 de outubro, às 15h27
A idéia de que é preciso respeitar e entender a natureza marcou a discussão da mesa-redonda Agroecologia: Uma Nova Concepção de Vida, realizada nesta terça-feira, 24. O agricultor ecológico Glaico Sell mostrou, através de seu projeto realizado na cidade catarinense de Paulo Lopes, que é possível produzir muito sem degradar a natureza.
Sell produz, em uma área de apenas um hectare, frutas, verduras e legumes 100% orgânicos, além de queijos e iogurtes. Essa área corresponde a aproximadamente 10% da área total de sua propriedade. “A gente não desmata nada e mesmo assim consegue se manter com nossa produção”, explica orgulhoso.
Os produtos de Sell são vendidos em feiras esporádicas e também atendem projetos como o apresentado por Mara Vieira de Bona, diretora da Escola Estadual Antonieta de Barros de Florianópolis, onde a merenda dos alunos agora é mais saudável.
Bona aproveitou a oportunidade para fazer um apelo às universidades para que ajudassem as escolas públicas: “Normalmente os acadêmicos vêm pesquisar, tiram fotos e vão embora. Peço à academia que não nos abandone”.
Apesar da agroecologia ainda não ser, segundo João Carlos Canuto da Embrapa/Epagri, uma ciência bem definida, ficam claras as suas vantagens em relação à agricultura convencional, que usa produtos tóxicos cada vez mais se mostram não-saudáveis e descartáveis. Canuto disse ainda que a agricultura ecológica possibilita uma diminuição do êxodo rural e um maior equilíbrio na relação campo-cidade, uma vez que gera sustentabilidade na área rural.
O coordenador da mesa-redonda e professor da UFSC, Wilson Schmidt, destacou a importância das universidades na propagação de projetos como o de Sell. Em uma alusão às práticas agrárias, a importância da abertura às novas idéias: “A pior monocultura é a de idéias”, concluiu.
Evandro Pimentel
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CBEU
Inclusão de deficientes é estudada na UFSC
24 de outubro, às 20h23
Garantir aos deficientes uma melhor locomoção dentro do espaço urbano. Essa é a preocupação de um dos projetos da área temática de Direitos Humanos e Justiça apresentado na tarde desta terça-feira como parte do 3º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária.
Realizado pelo Programa Especial de Treinamento (PET) do curso de Arquitetura da UFSC, o projeto foi apresentado pela aluna Milena de Mesquita Brandão destacou o verdadeiro sentido de incluir os deficientes. Segundo ela, conhecer os problemas que essas pessoas realmente enfrentam é fundamental. “Tem gente que acha que incluir é só construir rampas”, destacou.
A importância da legislação para criar uma sociedade mais igualitária também foi posta em questão. Milena disse que para arquitetos e engenheiros começarem a se preocupar com a inclusão dos deficientes ao realizarem seus projetos, é necessário leis mais efetivas. “A maioria das pessoas só respeita se estiver na legislação, se der multa”, diz. Exemplos simples de como essa melhorias poderiam ser feitas também foram dados.
Atualmente, um projeto está sendo desenvolvido no Colégio de Aplicação da UFSC. As considerações finais foram feitas por Paulo Bassani, pró-reitor de Extensão da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e coordenador da sessão oral, que disse que “projetos como esse nos fazem repensar a universidade em seu currículo”.
Evandro Pimentel
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CBEU
Alunos apresentam projetos sobre Meio Ambiente
24 de outubro, às 12h02
O pró-reitor de Extensão da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Paulo Bassani, coordenou nesta segunda-feira, dia 23h, uma sessão oral de trabalhos sobre meio ambiente no 3º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária. Durante a sessão, foram apresentados projetos de quatro universidades públicas na sala Calêndula do Centro de Cultura e Eventos.
O projeto mais elogiado foi da médica veterinária Luciana Honorato, aluna de mestrado em Agrossistemas na UFSC. A mestranda estuda ações para implementar a criação animal agroecológica em assentamentos da reforma agrária.
Samara Pires dos Santos, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), destacou a importância de superar a idéia de que a ecologia só importa para algumas áreas do conhecimento. Já o aluno de Agronomia da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS) Paulo Martini mostrou a importância da apicultura como alternativa de desenvolvimento para famílias que moram no assentamento Serra, no município de Paranaíba, no Mato Grosso do Sul.
Doenças de plantas foi o tema discutido na sessão oral pelo aluno de Agronomia e técnico do Laboratório de Fitopatologia da UFSC (LABFITOP) Leandro Camargo Borsato. Há quatro anos, o projeto ajuda desde grandes produtores a criadores de “fundo de quintal” que tenham problemas com plantas doentes. Um dos avaliadores, o pró-reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) e coordenador em meio ambiente da região Sul, Vítor Hugo Manske, considerou que o projeto está muito preso ao laboratório. Para ele, a atividade não deve ser interrompida após o diagnóstico da doença das plantas, mas sim, ser ampliada a partir da identificação do problema.
O coordenador da sessão ressaltou a importância dos projetos de extensão dentro das universidades. Segundo Bassani, as atividades extensionistas vão além de ajudar pessoas, chegando a refazer o significado do ensino e das próprias universidades. Ele também frisou que todos os projetos de extensão deveriam ser preparados para a continuidade, para evitar a extinção de iniciativas tão bonitas.
Evandro Pimentel
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CBEU
Conferencistas de várias partes do Brasil trazem trabalhos para o evento
23 de outubro, às 12h18
O 3º Congresso de Extensão Universitária (CBEU) visa promover e integrar projetos de várias universidades do país e de todas as áreas do conhecimento, além de diversificar abrangências e metodologias de pesquisa. Apesar do objetivo comum, os interesses dos participantes são bem variados.
Izabela Raquel, acadêmica do curso de Administração de Serviços Públicos da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), espera que o CBEU contribua para a sua formação como gestora pública baseada no desenvolvimento sustentável ambiental.
Já o objetivo de José de Melo Neto, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), é divulgar uma idéia. O seu projeto Metodologia de Incubação em Economia Solidária Popular cria cooperativas populares para realizar trabalhos coletivos e faz com que pessoas desempregadas com mais de 40 anos produzam e se apoderem coletivamente do resultado, criando uma sociedade auto-gestora que fuja da lógica capitalista.
A busca por patrocínios de grandes construtoras é o que trouxe Talita Fernanda Silva, estudante de Engenharia Civil da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), para o Congresso. CIPMOI Modular: Uma Possibilidade de Inclusão e Sustentabilidade Para um Programa Social de Extensão é um projeto que está com 49 anos e oferece ensino gratuito nas escolas de construção civil. A intenção agora é estender essas aulas aos operários nos campos de obra.
A primeira impressão geral dos participantes é a de um evento bem organizado e promissor. O 3° CBEU acontece em uma estrutura montada em frente à Reitoria e no Centro de Cultura e Eventos e vai até quarta-feira, dia 25.
Evandro Pimentel e Rafaela Ferrari
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OPORTUNIDADE
Capes abre inscrições para divulgar cultura brasileira no exterior
16 de outubro, às 17h50
Estão abertas as inscrições para o processo seletivo da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que visa à divulgação da cultura brasileira no exterior.
O leitorado poderá ser realizado em instituições universitárias da Guiana, Camarões, Peru, Inglaterra, Uruguai, China, República de Trinidad e Tobago, Chile ou da República Dominicana.
Os candidatos deverão organizar cursos e palestras que divulguem a nossa cultura nesses países e devem ainda ser brasileiros e ter fluência na língua estrangeira correspondente ao país para o qual pretendem se candidatar. Também devem ter experiência didática no ensino da língua portuguesa para estrangeiros (variante brasileira), literatura e cultura brasileira, bem como de teoria literária e lingüística.
As inscrições podem ser feitas através do e-mail edital.cgci@capes.gov.br até o dia 8 de novembro e o candidato deve anexar à solicitação de inscrição o currículo modelo Lattes.
Os selecionados deverão arcar com todos os procedimentos e despesas relativos à obtenção dos vistos, mas terão direito à passagem aérea e a auxílio financeiro mensal que variará de US$ 1 mil a US$ 1,5 mil, dependendo do país escolhido.
Outros benefícios e requisitos, de acordo com as instituições, podem ser consultados no edital, que está disponível no site da Capes.
Evandro Pimentel
Escrito por Evandro Pimentel